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barulho de fundo

quem tem alma não tem calma.

barulho de fundo

quem tem alma não tem calma.

22.06.24

Afinal o futebol comove-me


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Nunca liguei a futebol.
Benfica. Sporting. Porto. Qualquer um que seja. Não me interessa. 
Não vejo. Não sigo. Não sei.

Abro uma exceção à seleção, mas apenas porque é esporádica. Se não fosse, acredito que também a seleção acabava por perder interesse.

Até que há cerca de um ano entrei em campo no futebol infantil.

Fugimos enquanto foi possível. Não queríamos "estar presos" dia sim dia não. Aos fins de semana. Nas férias. Hoje, amanhã e depois. E mais houvesse. Mas cedemos.


Descobri que afinal o futebol não me é indiferente. Comove-me. 

O futebol é uma lição.
Os miúdos são uma lição. 
O futebol infantil é uma lição.

Os miúdos portam-se melhor do que os pais, num verdadeiro exemplo de FairPlay, companheirismo e sentido de responsabilidade.

 

Enquanto os pais assobiam da banca, os miúdos aplaudem-se uns aos outros em campo.

Enquanto os pais insultam o árbitro, os miúdos pedem-lhe desculpa.

Enquanto os pais se enervam, os miúdos divertem-se à brava, numa mistura de hobby, competição e adrenalina.


Comove-me o seu sentido de compromisso. A 
forma criativa com que lidam com a pressão. A alegria depois de um bom passe.

Comovem-me as palmas. O barulho de fundo. As comemorações.
Comovem-me as medalhas. As taças. Os gritos de golo.


Como eu estava enganada em relação ao futebol, à indiferença, ao que afinal me faz sentir.
Hoje foi dia de torneio. O último desta época. E perdi a conta às vezes que me deixei levar...

... e me comovi com os miúdos.